Fundação Maria Manuela e Vasco de Albuquerque d'Orey

História

A Fundação Maria Manuela e Vasco de Albuquerque d’Orey foi constituida por iniciativa dos irmãos que trabalhavam na Sociedade Comercial Orey Antunes, SA, que desta forma procuraram perpetuar a memória dos Pais.

Um dos objectivos que tiveram foi conseguir que na próxima geração a empresa se mantivesse na Família, e nesse sentido a Fundação tomou uma participação no capital da Sociedade Comercial Orey Antunes SA por forma a que a nova geração tivesse um apoio substancial de capital na altura da transição.Esse objectivo foi totalmente atingido e neste momento a empresa é controlada por membros da Família da nova geração.

Assim no dia 5 de Dezembro de 1988 (aniversário de nascimento de Maria Manuela d’Orey), foi constituida por Escritura Pública no 9º Cartório Notarial de Lisboa, a Fundação Maria Manuela e Vasco de Albuquerque d’Orey, com 160.000 acções da Sociedade Comercial Orey Antunes, SA.

A Fundação foi reconhecida oficialmente no dia 23 de Março de 1989, data em que veio publicado no Diário do Governo o seu reconhecimento conforme o disposto no nº 2 do Artigo 185 do Código Civil e nº 17 do Dec-Lei 215/87 de 29 de Maio.

Na data da constituição, os irmãos nomearam como primeiro Presidente, o Sr. Engº José Luis de Albuquerque d´Orey, que exerceu estas funções até Setembro de 1997, altura em que apresentou a sua demissão de Presidente, tendo então sido nomeado Presidente o Sr. Dr. João Manuel de Albuquerque d’Orey. No entanto o Conselho de Administração inicial manteve-se inalterado.

Consta dos Estatutos que constituem Receitas da Fundação:
a) Os rendimentos dos bens do seu património;
b) Os donativos e subsídios de qualquer natureza que lhe sejam atribuidos;
c) As heranças e legados ou doações de que seja destinatária, e o Conselho de Administração delibere aceitar;
d) Os rendimentos dos prédios, que adquira a titulo gratuito ou oneroso.
Desde o inicio, pertenceu ao Centro Português de Fundações com quem tem procurado colaborar em vários projectos, nomeadamente na alteração da Lei pela qual são regidas as Fundações em Portugal.

Conforme consta do artigo 5º dos Estatutos, que foram publicados no Diário do Governo de 22 de Dezembro de 1988 – 3ª Série, a Fundação visa genericamente fins de educação, cultura e assistência. Até hoje, as iniciativas e apoios da Fundação têm sido diversos, como a participação no Prémio “Museu Europeu do Ano 1992”.

A Fundação apoiou a publicação de obras como:
• “Vieira na Literatura Anti-jesuítica”, José Eduardo Franco e Bruno Cardoso Reis, 1997;
• “Luis Mousinho de Albuquerque. Um Intelectual na Revolução”, Magda Pinheiro, 1992;
• “O Mito de Portugal. A Primeira História de Portugal”, José Eduardo Franco, 2000.

continuação

Fundação Maria Manuela e Vasco de Albuquerque d'Orey
"A Fundação visa genericamente fins de educação, cultura e assistência"

Através dos vários anos de existência, tem subsidiado várias exposições de arte, e conseguiu promover junto da Fundação Europeia da Cultura, o restauro do telhado do Convento dos Cardais em Lisboa, onde estão importantes paineis de azulejos Delft, e que se encontravam num estado muito avançado de degradação.

Subsidiou ainda o restauro do salão nobre do Teatro Nacional de S. Carlos, e contribuiu, ainda recentemente, para o restauro da Igreja da Encarnação em Lisboa. Contribuiu também para Exposição “PORTUGAL-BRAZIL - A Era dos Descobrimentos Atlânticos”, realizada na Fundação Gulbenkian.

Durante estes anos tem atribuído várias bolsas de estudo possibilitando alguns trabalhos de investigação e que pessoas com poucos recursos financeiros tenham a possibilidade de completar os seus estudos.

De entre as Bolsas concedidas queremos destacar a Bolsa concedida a José Eduardo Franco, para que estudasse o documento datado de 1684, arquivado na Biblioteca Nacional da Paris, e que permitiu o seu doutoramento com distinção. Deste estudo a Fundação publicou o livro acima mencionado e que recebeu o prémio “Livro 2004 da Sociedade Histórica da Independência de Portugal 2004”.

Até ao ano de 2002, a Fundação manteve e reforçou a sua participação na Sociedade Comercial Orey Antunes SA.

Em 2002, e em colaboração com a 4ª geração da Familia, a Fundação participou na constituição da Triângulo Mór, sociedade que viria a fazer uma Operação Pública de compra de acções da Sociedade Comercial Orey Antunes, e que permitiu que continuasse a ser controlada pela nova geração.

Em 2007 foi decidido adquirir uma Sede própria, na Avenida D. Carlos I, nº 44 - 4º, em Lisboa.

A Fundação continua a ser um accionista de referência na Sociedade Comercial Orey Antunes, cumprindo assim um dos fins para que foi constituida.

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